segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E o que fazer agora...?

A deputada distrital Celina Leão (PSD) apresentou nesta segunda-feira (7) a cópia de um comprovante de transferência bancária de R$ 5 mil da conta de um ex-funcionário de uma indústria farmacêutica para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O valor seria parte de um total de R$ 50 mil destinado ao governador. Agnelo nega.
O documento é de janeiro de 2008, época em que Agnelo era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por liberar a circulação de medicamentos. A transferência foi feita da conta pessoal do ex-funcionário da União Química Farmacêutica, Daniel Tavares, para a de Agnelo Queiroz.

Comprovante de pagamento apresentado por deputada mostra transferência de R$ 5 mil de conta de funcionário de empresa farmacêutica para Agnelo Quewiroz (Foto: Divulgação)
A empresa doou R$ 200 mil à campanha de Agnelo ao governo do Distrito Federal – dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que essa é a terceira maior empresa doadora de recursos para o então candidato.
Por meio de nota, o governador Agnelo Queiroz confirmou ter recebido o depósito, mas diz que foi “a devolução de uma quantia concedida em empréstimo à referida pessoa, realizada de forma transparente”.
O texto diz ainda que a denúncia “é mais uma tentativa desesperada da oposição de construir algo que relacione Agnelo Queiroz a qualquer irregularidade” .
Em nota divulgada posteriormente, o GDF informou que "Daniel era conhecido de Agnelo Queiroz em decorrência da amizade, de mais de 20 anos, entre Agnelo e Fernando de Castro Marques [proprietário da União Química]". A nota diz também Agnelo emprestou a quantia a Tavares "em caráter pessoal, portanto, sem documento ou contrato".
Também por meio de nota, a União Química Farmacêutica confirmou que Tavares foi funcionário da empresa, mas negou irregularidades. Segundo a nota, "é totalmente improcedente qualquer denúncia feita por essa pessoa [Tavares]".
De acordo com a deputada Celina Leão, Tavares teria dito a ela que os R$ 5 mil seriam parte de uma propina de R$ 50 mil pagos pela empresa a Agnelo. Celina afirma que foi procurada no dia 23 de outubro por Tavares, que estaria interessado em denunciar as relações ilícitas entre Agnelo e a União Química.
De acordo com Celina, Tavares afirmou que foi à casa de Agnelo para entregar R$ 45 mil pela liberação de um medicamento. Agnelo teria cobrado R$ 5 mil que faltavam para completar um suposto certo inicial de R$ 50 mil. Tavares teria então transferido o restante de sua própria conta.

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